quinta-feira, 17 de dezembro de 2015




Me pede pra ficar um pouco mais.Eu não quero ir agora mas estou te dizendo adeus. Me abrace forte mesmo que eu resista porque no fundo é isso que eu quero. Você chegou levando tudo de perto de mim, como um tsunami destruindo o que eu tinha.Mas eu sei, que basta você sair que tudo volta ao normal,então porque eu não abro a porta e te mando embora?Eu simplesmente não consigo.Eu falo que preciso ficar sozinha, você diz "você quem sabe" e sai.mas eu seguro as lágrimas e seguro a voz, antes que eu te peça pra voltar. Estou fazendo de tudo pra mostrar que sou forte e que não preciso de você aqui.Mas é que na verdade você é meu ponto fraco, você é a minha droga, a substancia que me viciou.E você simplesmente esnoba,porque diz que sempre me alertou e eu quem fui boba. Eu sei.Você te razão.Eu vou parar.Mas enquanto isso, me serve um pouco  mais do seu amor.

- Letícia Pontes



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sinceramente peço perdão...




Peço sinceras desculpas hoje.
Sinceramente peço perdão por todas as vezes que te fiz dormir tarde porque queria conversar sobre meu dia.
Sinceramente peço perdão por todos os dias te desejar um bom dia de trabalho.
Sinceramente peço perdão por chegar no seu portão com algum filme de terror que você tanto gosta num dia que eu sabia que você estava mal.
Sinceramente peço perdão pelas horas no telefone que eu fique com você falando da vida. 
Sinceramente peço perdão pelos encontros marcados a qual eu precisei furar.
Sinceramente peço perdão por não ter chegado de viagem a tempo da sua festa de 21 anos.
Sinceramente peço perdão pelas mensagens que te mandei de madrugada porque estava com saudade.
Sinceramente peço perdão pelos chocolates que te levei naquele dia que você perdeu seu cachorro para a morte.
Sinceramente peço perdão pelas vezes que eu chorei no seu travesseiro fazendo ele ficar ensopado com minhas lágrimas.
Sinceramente peço perdão pelos beijos,abraços e carinhos.
Sinceramente peço perdão...
Sinceramente peço perdão por todo amor que te dei...
Sinceramente...
Mas sinceramente te peço perdão, por não ter conseguido te perdoar sinceramente.

-Letícia Pontes







Estou te escrevendo só porque não sei como falar isso. Você sabe que sempre fui péssima com palavras, assim pelo menos posso apagar e escrever de novo se errar. Nunca fui boa, também, com despedidas. Você sabe disso também. Aliás, o que você não sabe sobre mim? Quando estiver lendo isso, não estarei mais por ai. Estarei longe, do outro lado do mundo talvez, ou em direção á ele. Mas talvez eu esteja apenas na cidade vizinha, você nunca irá saber. Não diga que estou sendo ingrata depois de tudo, de toda uma vida. Mas eu precisava respirar novos ares, novas pessoas, novas regras – ou a falta delas. Só preciso de algum tempo, um tempo longo talvez. Não se preocupe, estarei bem. Talvez mande notícias, talvez não. Eu só quero ficar sozinha. Desculpe se estou te fazendo sofrer, mas foi melhor assim. Despedir só iria trazer mais confusões e advertências. Você cem certeza percebeu como eu estava distante e ausente nos últimos meses. Eu estava tentando te acostumar com a ideia da minha ausência. Desculpa. Desculpa por tudo isso, mas preciso pensar em mim também, e é isso que quero. Sempre quis e você sempre soube. Talvez um dia eu volte. Talvez. Eu te amo mãe.

Letícia Pontes

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015




A calçada daquela mulher ainda tem aquelas mesmas flores, aquelas rosas que cobiçamos. Tem aquele mesmo perfume. Aquela praça tem os mesmos grafites e as mesmas árvores. Lembra daquela loja de doces que sempre frequentávamos? Sim, ela continua intacta. A biblioteca também, aqueles mesmos livros que pegávamos apenas para ver as gravuras. E a lanchonete da esquina também esta lá, com o mesmo dono e os mesmos fregueses. Tudo continua igual, exceto nós dois.

Leticia Pontes

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cortinas e chaleiras







Sentei na minha cama, olhei para os lençóis frios, tão sem graça.
Andei calmamente para a minha cozinha. Que cozinha! Aquele escuro me deixava pior, mas era como eu preferia.
Aquela bagunça... Aquele calor...Tudo me destruindo, e arrasando. Não sei se é a solidão , a distancia de tudo, da família, dos amigos, essa coisa de morar sozinha. Ou se é tudo culpa sua, da sua ausência, da sua partida.
Só não consigo mais abrir as cortinas e não me lembrar de você.

Você detestava que eu abrisse as cortinas logo cedo. Engraçado como ás mantenho fechadas desde o dia que você se foi. Só não consigo mais ouvir o apito da chaleira e lembrar de você, que fingia ser uma música e pedia pra dançar comigo. Quantas vezes o vizinho veio reclamar do barulho, do apito da chaleira. É. Saudades né? Não sente? É... você não sente. Por isso mesmo que você se foi. Agora abre as cortinas para outra, agora você dança ao som da chaleira com outra. E eu...só acordo e escrevo textos que me lembram você.

 Letícia Pontes



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Aquela festa...



Era para ser só mais uma festinha infantil de algum filho de amigos dos meus pais. Mas ele estava lá. E fazia tanto tempo que eu não o via.

Minha vontade era correr lá e abraça-lo, beija-lo...claro que eu nao faria isso.

E queria alguma bebida com álcool,pena que era um aniversário infantil.

Olhar para ele não me fazia bem . Ele ainda não havia me visto, e eu preferia até que não visse mesmo.

Corri para a cozinha e perguntei se precisavam de ajuda, afinal alí seria um bom lugar para me esconder. 

Estava boa demais quela meia hora alí separando os comes e bebes, lavando louça e limpando chão. Até que eu ouvi uma voz que fazia meu coração disparar... 

"Mila você pode oferecer um copo de água a esse casal?" 

Eu nao queria me virar, queria poder ficar invisivel.Realmente nao queria me virar para eles...

"Mila? Quanto tempo!"

Me virei devagar com cara de surpresa e encarei aqueles olhos azuis. 

"Raul..."

Eu não sabia o que deveria falar. 

Ele me apresentou a namorada ,estavam juntos a dois anos. Me abraçaram, me contaram que iriam noivar em breve...me falaram de como um fazia o outro feliz. E meu coração gritava para eu esmurrar aquela linda ruiva na minha frente...

Entreguei os copos de agua...

Nos desedimos...

E ele levou o que restou de mim...

-Letícia Pontes

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015


Mas que bobeira é essa sua de me deixar assim toda boba?
É realmente bem estranho olhar para voe e perder os sentidos, não saber o que falar,ficar com a garganta seca...
Quem é você final?
O que cê tá fazendo comigo?
a aproxima vez só fica aí na sua. Não se aproxima não que eu fico boba. Não se aproxima não que eu fico...assim...Escrevendo textos...

- Leticia Pontes